sexta-feira, 19 de abril de 2013

O tempo passa.... o tempo voa....

Há aquele momento da sua vida, em que você conversa consigo mesmo em nível mental... venho tendo isso a bem dizer 1 semestre... virou até rotina.

Mas eu vejo também que desde então, nada mudou no ambito cardíaco por assim dizer... Qualquer coisa me remete a pensamentos do passado aonde o que não foi terminado continua a vagar na minha mente.

Por outro lado, estou vivendo um momento aonde dedico a mim mesmo o querer e poder das coisas ao meu redor... como assim?

Vivo cada dia como se fosse um dia... não to nem ai se vou estar com alguém ou não... até porque estar com alguém pra mim hoje é diferente do que estar com alguém a uns meses atras.

Sinto que quanto mais a idade temporal passa, mais eu me desapego e me despreocupo com certas terminologias e atos sentimentais... não por culpa dos outros e sim porque eu vejo que o simples é o que é o certo...

Agir com o sentimento é um ato poético, utópico e muitas vezes machucante... a racionalidade impede com que certas coisas atingam o profundo da sua alma mundana, e deixem intactos certos valores que são perdidos com o ato de pensar com o coração.

O que eu não dava importância deu-se lugar a dar importância quando usei meu coração... mas como todas as vezes que eu tentei, eu sempre fui pego por algo... algumas vezes traumatizantes, outras simplesmente com aquela cara de "eu falei pra você!". E Hoje com 28 anos vividos, eu vejo que quanto mais eu tento usar o sentimento, menos eu fico preenchido por ele... não no sentido de amizades, mas no sentido de relação homem mulher mesmo.... Quanto mais importância eu dou ao fato de querer estar com alguém, mais eu me afasto de algo assim.

Não sei se é só comigo que isso acontece, mas fico sempre nessa berlinda eterna de não saber realmente como agir perantes situações sentimentais... mas cada vez me faço mais racional, mais frio e mais imparcial perante o que já vivi.

Essa ladainha de que um dia aparecerá alguém que mudará seus conceitos é um clichê hollywoodiano que perdura desde o século 19. Estamos no 21 e nada ainda me faz crêr que o sentimental consiga superar certos fatos como o racional. Não é alguém que aparece e te muda, e te faz esquecer aquilo que você quer esquecer... é você mesmo! sim! você mesmo!

Você dá espaço a isso, isso acontecerá... simples assim, e muitas vezes nem sempre é como a gente pensa que vai ser... e é ai que o Clichê passa de Clichê a mera ilusão. O destino não é traçado desde quando você nasceu, você o traça conforme vai pegando do universo rastros e sinais que ele lhe dá para o que fazer... então não é uma linda mulher de olhos claros que vai aparecer um dia em um lugar que eu esteja, vai trocar idéia comigo e eu vou ver que ali é a menina que vai viver comigo pro resto da minha vida... não senhor... isso quem vai ditar no fim das contas sou eu mesmo, e ainda tenho que contar com a ajuda da outra pessoa, que também como eu, não esteja esperando alguem cair do céu.

Acho que agora nesse momento, somente uma pessoa me faria dispensar tudo isso, me faria viver eternamente feliz e satisfeito... porque ela mudou um pouco do meu ser... mas nesse momento, eu tenho certeza que ela está lendo essas linhas e apenas sentindo o mesmo que eu (ou não). Enquanto isso não vou me dar ao luxo de deixar que eu mesmo consiga me enganar novamente em buscar em alguém algo que não há... O amor só existe depois de muito tempo cultivado, ngm ama ngm no sentido metafórico da palavra, e muito menos no literal... amar hoje em dia não tem valor, o valor é dado com o tempo, e tempo esse que não são anos, são décadas, milênios talvez.

O tempo passa, o tempo voa, e nem a Bamerindus mais existe... Então porque devemos seguir os clichês impostos pela sociedade se o ser humano é unico por si só?

Eu sou racional, sei que também não posso forçar nenhum tipo de situação... por isso já não o fiz, como as vezes tenho a vontade de fazer... mas eu acredito muito no sincronismo, em que há um momento que é a hora certa de fazer... e pra mim, essa hora, os sinais, as ações... nada disso ainda me tira do pensamento que o melhor agora é ser feliz sozinho.

E poraí um dia quem sabe, eu encontro aquela menina que me faça despensar tudo isso... peraí... hahahahaha, nada disso colega... esse clichê ai pra mim já ta batido, reformulando!

E quem sabe um dia eu dou pra mim mesmo outra chance de se apaixonar por uma nova tentativa, uma nova aventura de ser feliz? isso mesmo... porque quem abre as portas do coração da gente não é a outra pessoa... somos nós mesmos... e só nós mesmos sabemos a hora exata de fazer isso.

Faça bem!

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